terça-feira, 22 de junho de 2010

Eu...



Quero um homem
que toque minha alma,
que entre pelos meus olhos
e invada meus sonhos.
Quero que me possua inteira,
corpo e alma,
fazendo dos meus desejos
breves segundos de êxtase
o prazer do encontro total.
Quero sentir seus braços longos
envolvendo meu abraço,
seus lábios mudos
calando o meu silêncio
sem precisar nada dizer...
apenas me olhando
com olhos negros e úmidos
e me tomando devagar,
como o mar avança na praia,
como eu sei que tem que ser
e sei que um dia será.(
Quero um homem
que toque minha alma,
que entre pelos meus olhos
e invada meus sonhos.
Quero que me possua inteira,
corpo e alma,
fazendo dos meus desejos
breves segundos de êxtase
o prazer do encontro total.
Quero sentir seus braços longos
envolvendo meu abraço,
seus lábios mudos
calando o meu silêncio
sem precisar nada dizer...
apenas me olhando
com olhos negros e úmidos
e me tomando devagar,
como o mar avança na praia,
como eu sei que tem que ser
e sei que um dia será.(Cláudia Marczak)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cem Sonetos de Amor (Pablo Neruda)



Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Gosto...



... de ti assim…Seguro maduro, meio inconsequente……Em silêncio vejo os teus olhos…A tua boca ansiosa procura a minha num beijo…Emerges num silêncio cúmplice…Suspiros e beijos silenciosamente dados…Estás presente em mim, sinto-te …Toque cheiro desejo.. Deixas que te fale, silenciosamente…Tal como a noite tu és assim…Calmo, silencioso…Gosto de ti assim…(Divine)

PS:Essa é uma das coisas que nesse momento eu gostaria mto de ter escrito.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Soneto de Fidelidade (Vinícius de Moraes)




De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Realidade




"Hoje eu espero tudo de tudo o que eu sinto
Tenho a certeza de viver tudo o que anseio
Tenho certeza que existe um real motivo
Não existe vácuo ou lacunas somente laços bem amarrados a quatro mãos."

Primeiro jogo do Brasil...



E começa a Copa do mundo para nós brasileiros!Vamos lá Brasil!
Cidade quieta,só o barulho de alguns foguetes.
Hj estou sentindo um frio esquisito na barriga sabe?...Como se algo fosse acontecer.
Sensação deliciosa de ansiedade, de frio na barriga aqueles que a gente sente qdo está descendo na montanha russa...Acho q algo está acontecendo em minha vida,algo concreto talvez e feliz...Tô precisando de felicidade real,aquela felicidade que dá pra sentir de verdade e "pegar".
Estou sentindo uma felicidade que há mto tempo não sentia...Sentindo que algo bom,realmente bom vai me acontecer.
E pra esse dia tão feliz um poema da minha amada Clarice Lispector:

A perfeição


O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.


O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.


Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.


O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.


Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

É isso...




Os Opostos se Distraem... ...Os Dispostos se Atraem.(Teatro Mágico)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Quero apenas cinco coisas...



Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
(Pablo Neruda)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

...



"Nada... Sombra e silêncio"...(G Ive)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gosto quando te calas (Pablo Neruda)


Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Adeus. (Eugénio de Andrade)




Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Um poema

Tenho fases, como a lua. Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. Fases que vão e que vem, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso. E roda a melancolia seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases, como a lua...) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapareceu...(Cecília Meireles)