quinta-feira, 28 de outubro de 2010




Tuas palavras antigas
deixei-as todas, deixei-as,
junto com as minhas cantigas,
desenhadas nas areias.

Tantos sóis e tantas luas
brilharam sobre essas linhas,
das cantigas que eram tuas
das palavras que eram minhas!

O mar, de língua sonora, sabe o presente e o passado. Canta o que é meu, vai-se embora: que o resto é pouco e apagado. (Cecília Meireles)

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